CEO da StartSe estima que são 500 iniciativas do segmento no país; setor só perde para o de startups financeiras

Com um valor bruto de produção (VBP) que deve chegar a R$ 535,4 bilhões em 2017 e produções batendo recorde de produtividade, o agronegócio é o segundo maior mercado de startups no Brasil atualmente, diz Pedro Englert, CEO da StartSe. “O Brasil e o agro estão abertos a isso. Boas inovações vêm surgindo”, conta. Ele estima que existam cerca de 500 startups do agro no país e que algumas já estão se expandindo para fora do Brasil, inclusive o Vale do Silício, considerado o centro mundial das inovações. “É uma oportunidade de exportarmos tecnologia”.

“O agro é a classe mais ‘sexy’ para se investir em startups no Brasil”, afirmou Francisco Jardim, sócio-fundador da SP Ventures, na Agrotech Conference, organizada pela StartSe. A gestora de fundos de investimento viu no agronegócio um mercado interessante para se focar. Um dos motivos é que o campo precisará de novas soluções para resolver o aumento de demanda por alimentos ao mesmo tempo em que lida com mudanças climáticas e diminuição dos recursos hídricos. Com isso, surgem oportunidades de inovação.

No evento, Englert ainda ressaltou que o momento atual é muito mais propício para empreender do que no passado. “15 anos atrás, você precisava de milhões de dólares para começar, hoje você consegue iniciar com cinco mil dólares”. Um mundo mais conectado, mais investidores dispostos a apostar em startups e a dificuldade de empresas tradicionais de buscarem inovação também têm contribuído para essa evolução.

Para dar certo, o conhecimento é o pilar essencial para qualquer startup, seja dentro ou fora do agro. “Além disso, é preciso de rebeldia para inovar e, claro, capital financeiro”. Segundo ele, empreender virou quase que um processo científico, onde é preciso entender profundamente a respeito do tema e planejar as ações.

Pelo maior engessamento da organização, o que pode tornar mais difícil a capacidade de inovar, várias grandes empresas do agronegócio têm apostado em parcerias e acelerações de startups como uma forma de se manterem atualizadas e preparadas para as mudanças que podem vir no futuro. “Ninguém quer ser a Kodak, que era líder de mercado e chegou a ir à falência, porque demorou a migrar para a fotografia digital com medo de que isso prejudicasse as vendas de filmes e câmeras analógicas”, afirma Englert. Pedro reforça a aceleração das transformações no mundo atual. “A cada 18 meses, a tecnologia dobra de capacidade e o custo cai pela metade”

Em entrevista ao Portal DBO, ele ainda explicou as diferenças entre os ecossistemas de startups no Brasil e nos Estados Unidos e como funciona a StartSe, plataforma digital que conecta todos os agentes do ecossistema de startups (investidores, aceleradoras, universidades e startups), aumentando a visibilidade das novas ideias e ultrapassando as barreiras físicas de contatos. Ouça:

Fonte: Portal DBO

Fonte: DBO

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