Moeda americana chegou a ser cotada a R$ 3,95 na quinta-feira, obrigando BC a intervir

A explosão recente da cotação do dólar causou dor de cabeça em diversos setores da economia brasileira, no entanto ela deve ter pouco impacto na cadeia produtiva da carne. Segundo o analista de mercado da Scot Consutoria, Alex Lopes, grande parte dos contratos de exportações de carne já estavam fechados e não acompanharam essa guinada de preços.

Na última quinta-feira, 7 de junho, a moeda americana chegou a ser cotada a R$3,95, maior patamar em mais de dois anos. A disparada obrigou o Banco Central a anunciar uma intervenção e a moeda caiu para R$ 3,74 na tarde desta sexta-feira.

Lopes acredita que a partir de agora as exportações de carne retomarão seu ritmo de alta, após 10 dias de paralisação em virtude da greve dos caminhoeiros. No entanto, o analista destaca que sozinhas elas não têm poder para interferir no preço da arroba, uma vez que o mercado doméstico absorve 80% da produção e apenas 20% são exportados.

“O maior impacto no mercado do boi é causado pelo consumo interno. Mesmo que os embarques ampliem sua participação em 1 ou 2%, não deve ser o suficiente para causar grandes variações no boi gordo e no preço da carne no mercado interno”, explicou.

Se o boi gordo não é diretamente afetado pelo dólar, o mesmo não se pode dizer em relação às matérias-primas utilizadas na dieta dos animais no confinamento, como milho, farelo de soja, polpa cítrica e etc. Esses insumos sofrem alterações diárias de acordo com a cotação da moeda norte-americana.

“Ainda não temos nenhuma análise concreta, mas é esperado uma alta significativa nos custos da engorda dos animais no cocho para este ano. No entanto, ainda é cedo para prever como isso irá impactar a atividade pois temos que aguardar o comportamento da arroba no mercado futuro. A tendência é de alta, mas é necessário avaliar se essa ‘provavel’ alta será suficiente para cobrir os custos”, concluiu Alex Lopes.

Fonte: Portal DBO


Fonte: dbo

Notícias