Foram produzidas 3,62 milhões de toneladas de carcaças; recuperação no preço da arroba pode impulsionar números do segundo semestre

A produção brasileira de carne bovina caiu 1,4% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado, aponta relatório do IBGE. Nos seis primeiros meses do ano, o peso total das carcaças ficou em 3,62 milhões de toneladas ante 3,68 milhões de toneladas em 2016. “A operação Carne Fraca deflagrada em março de 2017, bem como fatores políticos e econômicos, pressionaram o preço da arroba, o que desestimulou os produtores a entregar animais para abate”, afirma o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal. Em cabeças, foram abatidas 14,81 milhões de janeiro a junho de 2017 e 14,97 milhões na mesma época de 2016, baixa de 1,1%.

Segundo o Imea, o fato de as escalas dos frigoríficos terem sido preenchidas com mais fêmeas no período, reduzindo o rendimento de carcaça por animal, também afetou o número total. O segundo semestre do ano, porém, pode ter um resultado diferente. “A recuperação no preço da arroba nas últimas semanas, aliada às entregas dos animais de confinamento podem contribuir para um aumento na oferta de animais e aumentar a produção neste segundo semestre de 2017”, diz a nota da entidade.

Angela Lordão, supervisora da atividade pecuária do IBGE, explicou, em nota, que todos os tipos de carne tiveram queda na produção por causa de desdobramentos da Operação Carne Fraca. “Alguns estabelecimentos tiveram paralisações em abril, inclusive com férias coletivas. No mês de maio, tivemos uma retomada a níveis anteriores, quando os frigoríficos paralisados voltaram à atividade normal”.

Segundo ela, a proteína bovina tem sofrido mais que as outras com a crise econômica e a consequente redução nos orçamentos familiares. “O consumo per capita de carne tem caído no Brasil. Como a carne bovina é um pouco mais cara, acaba perdendo mercado, mais em função do preço num momento de restrição orçamentária. O frango é normalmente a opção nestes momentos, por ser considerada uma carne mais saudável”. A mudança de gosto do brasileiro, porém, tem elevado o consumo de carne suína e, ao lado das exportações, impulsionado os abates.

Aumento de fêmeas - A participação de fêmeas no total dos abates ficou em 42,6% no segundo trimestre de 2017. No mesmo período de 2016, a taxa foi de 40,7%. Em Mato Grosso, maior Estado produtor do país, de janeiro a junho a proporção fechou em 41,4% quando em 2016 foi de 34,3%. “Isso se sucedeu em virtude do esfriamento no mercado de reposição, fato ilustrado pelos preços médios das categorias aneloradas, o que vem diminuindo a rentabilidade dos pecuaristas que trabalham com a cria e recria de bovinos, levando a entregar as matrizes, a fim de gerar caixa”. Para o Instituto, a retenção de fêmeas não tem sido mais a realidade do mercado e, caso essa tendência se mantenha, o crescimento da oferta de fêmeas pode pressionar o preço da arroba.

2º trimestre - O abate de 237,02 mil cabeças de bovinos a menos no 2º trimestre de 2017, em comparação ao o mesmo período do ano anterior, foi motivado por reduções em 15 das 27 unidades da federação. As quedas mais intensas (em número de cabeças) ocorreram em Mato Grosso (-81,95 mil cabeças), Rondônia (-56,52 mil) e Mato Grosso do Sul (-53,98 mil). Já os maiores aumentos foram observados no Rio Grande do Sul (+23,71 mil), Paraná (+22,92) e Minas Gerais. Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 14,5% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,6%).

Fonte: Portal DBO


A produção brasileira de carne bovina caiu 1,4% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado, aponta relatório do IBGE. Nos seis primeiros meses do ano, o peso total das carcaças ficou em 3,62 milhões de toneladas ante 3,68 milhões de toneladas em 2016. “A operação Carne Fraca deflagrada em março de 2017, bem como fatores políticos e econômicos, pressionaram o preço da arroba, o que desestimulou os produtores a entregar animais para abate”, afirma o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal. Em cabeças, foram abatidas 14,81 milhões de janeiro a junho de 2017 e 14,97 milhões na mesma época de 2016, baixa de 1,1%.

Segundo o Imea, o fato de as escalas dos frigoríficos terem sido preenchidas com mais fêmeas no período, reduzindo o rendimento de carcaça por animal, também afetou o número total. O segundo semestre do ano, porém, pode ter um resultado diferente. “A recuperação no preço da arroba nas últimas semanas, aliada às entregas dos animais de confinamento podem contribuir para um aumento na oferta de animais e aumentar a produção neste segundo semestre de 2017”, diz a nota da entidade.

Angela Lordão, supervisora da atividade pecuária do IBGE, explicou, em nota, que todos os tipos de carne tiveram queda na produção por causa de desdobramentos da Operação Carne Fraca. “Alguns estabelecimentos tiveram paralisações em abril, inclusive com férias coletivas. No mês de maio, tivemos uma retomada a níveis anteriores, quando os frigoríficos paralisados voltaram à atividade normal”.

Segundo ela, a proteína bovina tem sofrido mais que as outras com a crise econômica e a consequente redução nos orçamentos familiares. “O consumo per capita de carne tem caído no Brasil. Como a carne bovina é um pouco mais cara, acaba perdendo mercado, mais em função do preço num momento de restrição orçamentária. O frango é normalmente a opção nestes momentos, por ser considerada uma carne mais saudável”. A mudança de gosto do brasileiro, porém, tem elevado o consumo de carne suína e, ao lado das exportações, impulsionado os abates.

Aumento de fêmeas - A participação de fêmeas no total dos abates ficou em 42,6% no segundo trimestre de 2017. No mesmo período de 2016, a taxa foi de 40,7%. Em Mato Grosso, maior Estado produtor do país, de janeiro a junho a proporção fechou em 41,4% quando em 2016 foi de 34,3%. “Isso se sucedeu em virtude do esfriamento no mercado de reposição, fato ilustrado pelos preços médios das categorias aneloradas, o que vem diminuindo a rentabilidade dos pecuaristas que trabalham com a cria e recria de bovinos, levando a entregar as matrizes, a fim de gerar caixa”. Para o Instituto, a retenção de fêmeas não tem sido mais a realidade do mercado e, caso essa tendência se mantenha, o crescimento da oferta de fêmeas pode pressionar o preço da arroba.

2º trimestre - O abate de 237,02 mil cabeças de bovinos a menos no 2º trimestre de 2017, em comparação ao o mesmo período do ano anterior, foi motivado por reduções em 15 das 27 unidades da federação. As quedas mais intensas (em número de cabeças) ocorreram em Mato Grosso (-81,95 mil cabeças), Rondônia (-56,52 mil) e Mato Grosso do Sul (-53,98 mil). Já os maiores aumentos foram observados no Rio Grande do Sul (+23,71 mil), Paraná (+22,92) e Minas Gerais. Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 14,5% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,6%).

Fonte: Portal DBO


Fonte: DBO

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