Com possível habilitação de 11 novos frigoríficos, Abiec espera que receita com embarques para o país superem US$ 1,5 bilhão

Segundo principal destino da carne bovina brasileira in natura, a China deve aumentar consideravelmente as suas compras no próximo ano. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Camardelli, a expectativa é que os embarques para o gigante asiático cresçam, pelo menos, 50%. “Na pior das hipóteses, esperamos que o país importe US$ 1,5 bilhão em carne do Brasil”, destacou.

A projeção otimista se deve ao possível aumento no número de plantas habilitadas. Atualmente, 15 frigoríficos brasileiros exportam carne bovina para a China. Entre janeiro e fevereiro de 2018, uma missão técnica do país visitará 11 unidades do Brasil. “Eles já pediram informações sobre esses frigoríficos, o que nos leva a crer que foi uma indicação. Estamos muito otimistas com essa habilitação”, diz Camardelli.

Entre janeiro e novembro desse ano, a China importou 190.000 toneladas de carne do Brasil. A receita desses embarques foi de US$ 829,1 milhões, alta de 31% em relação ao faturamento do mesmo período no ano anterior. O desempenho só foi inferior ao de Hong Kong, que importou 367.000 toneladas de carne por US$ 1 bilhão.

Cenário animador – Diante desse cenário otimista, a Abiec projeta que as exportações de carne do Brasil cresçam 9,8% em volume e 10,5% em receita no próximo ano. A expectativa é que o setor arrecade US$ 6,9 bilhões com a venda de 1,68 milhão de toneladas de carne ao exterior. Caso a estimativa se confirme, será a maior quantidade de carne embarcada desde as 1,62 milhão de toneladas de 2007. Também será a maior receita desde os US$ 7,2 bilhões de 2014.

Além do desempenho da China, a perspectiva é sustentada pela eventual retomada das importações de carne in natura pelos EUA até o início do próximo ano, além das possíveis aberturas dos mercados da Indonésia e Tailândia e a importação de carne com osso e miúdos por Singapura.

“São mercados altamente remuneradores, que devem contribuir consideravelmente com a receita das exportações dos próximos anos”, avaliou Antônio Camardelli, acrescentando que as negociações para abertura do mercado da Coreia do Sul também estão adiantadas. Aquele país, inclusive, enviará uma missão às plantas brasileiras em abril de 2018.

Outros fatores que devem influenciar esse cenário é a retomada do fluxo dos embarques para as Filipinas, em baixa desde o embargo temporário em função da carne fraca; e o acordo de exportação Mercosul/União Europeia, que deve ampliar o acesso às cotas de exportações. O acordo deverá ser concluído em 2018.

Fonte: Portal DBO

Fonte: dbo

Notícias