Até a terceira semana do mês, quantidade embarcada foi 318.3% maior do que no ano passado

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em novembro, até a terceira semana, o Brasil exportou 2,21 milhões de toneladas de milho grão. A média diária embarcada foi de 201.070 toneladas neste período.

O volume diminuiu 16%, frente a média exportada em outubro deste ano, mas aumentou 318,3% na comparação com o exportado em novembro do ano passado.

Com a colheita do milho 2017/2018 na reta final nos Estados Unidos e maior disponibilidade os preços do milho norte-americano caíram, aumentando a concorrência com o Brasil no mercado internacional.

Caso o ritmo dos embarques continue, a estimativa é de que o Brasil exportará um volume próximo de 4 milhões de toneladas no acumulado de novembro.

A boa movimentação para exportação nos últimos meses tem ajudado na sustentação dos preços do cereal no mercado brasileiro. Entretanto, a boa disponibilidade interna deverá limitar as altas de preços do milho em 2018.

Fonte: Scot Consultoria

Fonte: DBO

Estimativa de menor safra e retração vendedora tem sustentado preços

Os preços do milho seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centre de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq USP), sustentados pela retração de vendedores. Além disso, as novas estimativas da Conab reforçando a menor oferta no Brasil também influenciam a firmeza nos preços internos.

Nesse ambiente, compradores com mais necessidade de aquisição precisam ceder para fechar novos negócios. No geral, a liquidez está baixa, com os poucos negócios envolvendo apenas pequenos lotes. De 8 a 15 de dezembro, na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa avançou 2,4%, fechando a R$ 32,36/saca de 60 kg na sexta-feira, 15

Fonte: Cepea

Fonte: dbo

Avanço da colheita da segunda safra e indefinições sobre tabelamento têm pressionado as cotações

O preço do milho segue em baixa. As referências, que chegaram próximas a R$ 45 por saca de 60 kg na região de Campinas, SP, no começo de junho deste ano, atualmente estão entre R$ 36 e R$37 por saca, segundo levantamento da Scot Consultoria.

O avanço da colheita da segunda safra no país e os poucos negócios no mercado interno, com as indefinições sobre o tabelamento do frete rodoviário, pressionaram as cotações para baixo nas últimas semanas.

Com a queda no preço do grão e as valorizações no mercado do boi gordo, a relação de troca frente ao insumo melhorou em julho. Em São Paulo, atualmente é possível comprar 3,97 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo. O aumento no poder de compra do pecuarista foi de 14,8%, em relação a junho deste ano, mas ainda está 20,5% pior que em julho do ano passado.

Em curto prazo, o aumento da disponibilidade interna com o avanço da colheita da safra de inverno deverá manter os preços mais frouxos. Não estão descartadas quedas nas cotações.

No entanto, alguns fatores merecem atenção, tais como, as recentes quedas nas temperaturas, que podem trazer prejuízos às lavouras de milho de segunda safra, especialmente no Centro-Sul do país, onde os trabalhos estão mais atrasados.

Além disso, a questão do tabelamento do frete rodoviário, que tem travado os negócios no país, já começa a afetar a oferta pontualmente em algumas regiões.

Outro ponto importante é o dólar em um patamar mais elevado este ano, que poderá aumentar os embarques de milho neste segundo semestre.

No mercado futuro (B3), os contratos de milho com vencimento em julho/18 fecharam cotados em R$36,85 por saca, 11 de julho. Ou seja, mercado andando de lado, com possibilidade de quedas pontuais em curto prazo. Para setembro e novembro, os preços foram respectivamente, R$37,43 e R$39,51 por saca, já refletindo o cenário de maior movimentação para exportação.

Fonte: Scot Consultoria


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Fonte: DBO

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