Entidades do agronegócio reunidas no começo da tarde desta quarta-feira, dia 4 de setembro, no Recinto Milton Alcover, no Parque Ney Braga, em Londrina, entregaram ao governador Beto Richa documento em que manifestam preocupação com a possibilidade de o Paraná mudar o status para livre de febre aftosa sem vacinação isoladamente e pedem ao Governo do Estado que siga o plano proposto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

 O Mapa aprovou versão definitiva do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), por meio da Portaria nº 116, publicada na segunda-feira (02), no Diário Oficial da União. O conjunto de normas traz as ações que serão desenvolvidas nos próximos dez anos para o Brasil tornar-se área livre da doença sem vacinação a partir de 2023.

 Houve uma reorganização dos blocos 4 e 5 de estados. O bloco 4 passou a ser englobado pelos Estados de SP, MG, RJ, ES, BA, SE, GO, TO e o DF. O bloco 5, que antes tinha apenas RS e SC, passou a incorporar PR, MS e MT, visando ampliar a proteção do Brasil nas fronteiras com a Argentina, Uruguai e Paraguai.

 Na reunião, Richa disse que reconhece a força do setor agropecuário para a economia paranaense. “Estamos tendo muito diálogo com todas as entidades para solucionar os problemas do Estado. Na questão da aftosa, não faremos nada em desacordo com o setor”, afirmou o governador.

 Afrânio Brandão, presidente da Sociedade Rural do Paraná, agradeceu a presença e a posição do governador e disse que o agronegócio pode respirar mais aliviado tendo a palavra de Beto Richa de que o setor não será pego de surpresa com medidas que podem trazer prejuízo à produção pecuária no Estado.

Maria Iraclézia, presidente da Sociedade Rural de Maringá, que também participou do encontro, disse que as entidades devem permanecer unidas e tendo em suas pautas, constantemente, o debate sobre as questões sanitárias no Estado, reforçando a necessidade de que a vacinação contra a aftosa seja suspensa de acordo com o cronograma do Mapa.


Fonte: Assessoria de Imprensa

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